Brasileiro é preso na Indonésia por suspeita de distribuição de cocaína

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No país, traficantes e distribuidores de drogas podem receber pena de morte. Mexicano e britânico também foram presos. Brasileiro e outros dois imigrantes foram presos na Indonésia por suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas
AP Photo/Firdia Lisnawati
No fim de julho, um brasileiro, um britânico e um mexicano foram presos na Indonésia por suspeita de distribuição de cocaína, segundo anúncio feito por Gde Sugianyar Dwi Putra, chefe da Agência Nacional de Narcóticos de Bali, nesta sexta-feira (5).
Oficiais da Agência Nacional de Entorpecentes apreenderam 844,6 gramas de cocaína junto com outras drogas, incluindo MDMA e maconha, que estavam com os suspeitos.
O brasileiro é suspeito de fabricar drogas para uma rede internacional de tráfico de drogas, enquanto o britânico foi preso após a polícia receber informações de que ele seria distribuidor dos entorpecentes na ilha de Bali. Sugianyar afirmou que o imigrante do México está em território indonésio desde 2012 e que foi indicado como chefe da organização.
“Ainda estamos conduzindo a investigação. A entrada da cocaína provavelmente virá da Europa, porque esta rota de entrada da cocaína é específica”, disse Sugianyar. “É produzida na América do Sul, enviada para a Europa, e da Europa se espalha para outros países, inclusive pela Indonésia.”
Sabe-se que a rede de drogas na qual os três homens estão supostamente envolvidos tem como alvo estrangeiros em áreas turísticas populares no sul de Bali. “Bali é o destino dos turistas estrangeiros. Mas devemos lembrar que alguns deles também fazem parte do crime – um deles são os entorpecentes”, disse Sugianyar.
Ele acrescentou que os homens serão punidos de acordo com a Lei de Narcóticos da Indonésia, cuja pena varia de cinco anos de prisão à pena de morte. A punição capital é geralmente aplicada a traficantes e distribuidores de drogas.
Em 2015, dois brasileiros foram executados pela polícia da Indonésia após serem condenados por envolvimento com tráfico de drogas.

Fonte: G1 Mundo